O Advento leva-nos em passo acelerado para o Natal. E lá chegados teremos mais um ano praticamente passado.
Sendo um tempo de preparação para a chegada de algo maior do que nós cristãos, o nascimento de Jesus Cristo representa um tempo de alegria, mas também de esperança. Esperança sobretudo num mundo melhor, dadas as circunstâncias.
Ao olhar para trás, torna-se fácil reconhecer que já vivemos dias melhores para a Humanidade. Continuamos mergulhados em guerras, mais mergulhados ainda que há um ano, as incertezas cresceram, a conjuntura é uma incógnita e o mundo balança entre realidades alternativas e poderes absolutos.
Os valores civilizacionais a que nos habituámos, sobretudo a seguir ao final da II Guerra Mundial, tremem como varas verdes e pilares como a Liberdade, a Democracia, a Justiça, a Educação… etc, etc, parecem ter menos sustentação e apoio popular. Sobrepõem-se questões como Segurança, Defesa, reposição de fronteiras e outras do género.
Veja-se o caso dos Estados Unidos, onde um tribunal decreta o fim de todos os casos judiciais pendentes sobre o presidente recém-eleito e o incumbente Biden absolve o próprio filho também do que estava acusado. Se assim vai «a maior democracia do mundo», imagine-se o resto. Devia-nos espantar e indignar a todos.
Mas alguém ficou espantado? E indignado? São apenas dois exemplos.
Que a luz do Natal caia de facto com estrondo neste estado de coisas e ilumine as consciências mais empedernidas. Haja respeito! Pelo ser humano.
Tomara que assim seja.