Quando no sábado for sepultado na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, como deixou escrito ser seu desejo, o Papa Francisco deixará atrás de si um legado que continuará a ser analisado sob diferentes aspetos por muitos anos.
Dentro da Igreja Católica e fora dela, o seu pontificado perdurará. Francisco não deixa ninguém indiferente. E das tabernas às cátedras universitárias será comentado e analisado.
Uma coisa é certa: foi amado pelo povo e viverá no coração desse mesmo povo universal para sempre. Serviu com humildade, com sabedoria, com firmeza e tomou partido pelos mais fracos, oprimidos, explorados e marginalizados da sociedade. E por isso foi querido.
Nunca hesitou na hora de enfrentar fosse quem fosse para ajudar a construir uma «Igreja de Todos, Todos Todos» como exortou em Lisboa no decurso da Jornada Mundial de Juventude de 2023.
E fê-lo com um sorriso. Um maravilhoso sorriso que desarmava tristezas e desgraças por esse mundo fora, semeando e impondo paz e esperança onde os homens teimam em semear ódios e bélicas desavenças.
Do futebol à alta finança mereceu o respeito de todos. Exigiu que justiça fosse feita na sua própria instituição, elevou o papel da mulher no seio da mesma e abriu os braços às franjas mais envergonhadas, cativando a renovação e o rejuvenescimento.
Foi grande, porque foi simples. O pároco Jorge Mario veio do fim do mundo, para mostrar ao mundo que vale a pena ter princípios e valores. E lutar por eles.
Que assim seja.