Com o verão vinham as férias grandes, mas também o futebol de salão. Os ringues ao ar livre enchiam-se de gente e os mais jovens acotovelavam-se por entre adultos para se chegarem à frente e conseguirem ver os craques que no defeso iam fazer uma perninha a esses torneios. Mas, também os amigos da secundária (aqueles com mais jeito para a bola) que engrossavam os plantéis que disputavam os troféus.
Era o tempo do futebol de salão marcar a agenda, não apenas desportiva mas social, das noites estivais. A modalidade evoluiu, passou a ser futsal e a disputar-se em pavilhões polidesportivos cobertos.
Entre o que se ganhou (profissionalismo) e o que se perdeu (sobretudo a função social que esses momentos representavam para jovens e menos jovens), ficou para trás um tempo em que a malta se juntava aos milhares nesses torneios populares.
No bairro da Boa Esperança disputava-se um desses sempre esperados eventos. Mas em Alcains, Retaxo (este já em polidesportivo coberto), na Orca e noutros locais eram também famosos os torneios que arrastavam as multidões.
Um trabalho recente do Artur Jorge despoletou uma onda de saudade que voltou a reunir milhares em redor da notícia do jornal e em redes sociais, recordando esses tempos na cidade albicastrense.
Há promessas de recuperação desse mítico espaço no bairro. Que assim seja.