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Editorial: Festas

José Júlio Cruz - 14/08/2025 - 9:03

Dizem os entendidos que o fim de semana passado foi o que em Portugal registou o maior número de festas no ano.

Não espanta. Estamos em agosto e um pouco por todo o país realizam-se as tradicionais festas de verão. A chegada dos emigrantes lusos ajuda a que as nossas aldeias se transformem, ainda que por curtas semanas, em lugares que fervilham de gente, animação que se estende às zonas de veraneio vizinhas.

Outrora, era assim a vida dessas aldeias. O mundo mudou, a vida mudou e atualmente só no verão as famílias, os antigos vizinhos e os amigos das gerações seguintes regressam para ressuscitarem muitos desses lugares. Aqueles que ainda têm a sorte de ter gente e de assim ser.

As comissões que se organizam ano após ano trabalham, incansavelmente, para que tudo esteja a postos para a festa. Melhoram-se os recintos com peditórios populares reforçados com as ajudas das diferentes autarquias e levam-se por diante programas festivos, muitos com artistas de renome, que atraem visitantes que se juntam também aos residentes que de outros países passaram a habitar no espaço rural português.

A maioria destas festas tem um cariz marcadamente cristão que as motivou de início e que ainda se faz sentir arreigadamente no coração dos que nelas participam. As missas e procissões em dia de festa são muito participadas e os fiéis decoram os andores e as casas, tornando as festas ainda mais atrativas e celebradas.

Não fora a fumarada dos fogos florestais e dir-se-ia que é bonito o verão em Portugal. Tudo seria bem mais tranquilo e agradável se o único fumo que se avistasse fosse o dos grelhadores.

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No ano passado
MAI = FUMO.