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Editorial: Flor

José Júlio Cruz - 16/04/2026 - 9:03

Com uma espécie de ritmo à Quim Barreiros segue a política internacional e a guerra que uns dias é e outros nem por isso. Simulam-se negociações que caem por terra ainda as cadeiras dos «negociadores» não arrefeceram, fingem-se boas vontades em que ninguém já parece acreditar.

«Abro o estreito, fecho o estreito, à hora que eu quiser», ecoa pelo mundo o som que anima a «pimbalhada» de ambos os lados da barricada, enquanto filhos de muitas mães sucumbem em combate, entrando os corpos em nossas casas pelas tvs à hora do almoço e do jantar. Um conflito aparentemente sem fim, onde já ninguém praticamente se lembra do porquê de tanta violência.

Os chineses, pacientemente, assistem na cadeirinha ao desmoronar da ordem mundial. São eles que irão ganhar a guerra, sem dar um tiro, falando com todos, negociando com todos e continuando a investir no seu país e no dos outros.

Parece que não aprendemos nada com a História e que os sombrios anos das guerras mundiais não serviram para nada. A Europa tenta passar nos intervalos da chuva. Ninguém se quer molhar nesta decadência mundial.

E eis que em plena primavera nasce uma flor. Há sempre uma flor que nasce no meio da escuridão. Caiu um ditador (aquele a quem chamaram o «mago do populismo») pela vontade do povo e a Hungria dá sinais de esperança à vizinhança.

Aguardemos antes de deitar os foguetes. Pode ser que a flor cresça e que não se esqueçam de a regar.

 

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