Este site utiliza cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Saiba mais

Editorial: Florentino

José Júlio Cruz - 21/05/2026 - 9:04

A homenagem prestada pelos antigos alunos dos seminários da Diocese de Portalegre-Castelo Branco ao alcainense Florentino Beirão no passado sábado é mais do que justa. Não pelo seu percurso de seminarista, não pelo seu percurso de professor e jornalista, não pelo seu percurso de investigador e historiador, não pela sua extensa obra editada, mas por tudo isso e mais alguma coisa, como seria também o caso das inúmeras crónicas publicadas neste nosso Reconquista.
Além do mais é uma muito boa pessoa, um cidadão exemplar, e isso não é de somenos. Sabe ouvir, sabe estar, sabe pensar e sabe ter uma palavra sensata no momento próprio. Escreveu sobre a sua querida vila de Alcains como praticamente ninguém. Mas sempre teve uma visão do país e do mundo com a clarividência de nunca deixar de apontar o dedo às injustiças, enaltecendo as causas sociais e o fazer o bem.
Sou suspeito para escrever o que estou a escrever, sou amigo dele. Quando dei os primeiros passos neste semanário, ele já por aqui andava com o seu jeito humilde de fazer as coisas, ajudando no que fosse preciso. Mas seria injusto e até ingrato da minha parte não o fazer. É daquelas pessoas que ajudam a construir um mundo melhor e fazem falta.
Talvez por isso o momento vivido no seminário da sua terra natal tenha sido tão emotivo. Até para o próprio que, nunca se tendo colocado em bicos dos pés para conseguir o que quer que seja, tem um percurso digno, de trabalho e de participação cívica, desde os tempos em que a palavra cidadania não estava tão gasta como nos dias que correm.
Se eu soubesse meter «cunhas», o Florentino já tinha recebido uma medalha. Mas eu não sei meter «cunhas».

COMENTÁRIOS