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Editorial: Fogo

José Júlio Cruz - 31/07/2025 - 9:00

Tal como as segundas-feiras se sucedem aos domingos, inexoravelmente os incêndios de verão chegam com data marcada. Parece que não há volta a dar.

Aumenta-se a vigilância, crescem as medidas punitivas aos incendiários, mas também aos descuidados proprietários. Aumentam os meios disponíveis para combate, os equipamentos, a tecnologia empregue na deteção precoce, as medidas preventivas, a observação em postos de vigia, com câmaras de videovigilância, etc., etc. e… eles voltam como uma praga.

É sabido que «mão humana» seja ela criminosa ou negligente está por trás de muitas das ignições. A intervenção musculada dos meios disponíveis impede, felizmente, que a maior parte delas atinja proporções catastróficas, mas, nesta altura do ano, todos sabemos que mais dia menos dia um grande incêndio trará de novo a destruição de florestas e bens. Às vezes até de vidas humanas.

Ainda a procissão vai no adro da época estival e no norte do distrito o cenário foi o que se temia. Para já são para cima de 500 hectares de terra queimada (apenas no incêndio do início desta semana).

Recentemente, o candidato presidencial oriundo precisamente daquele concelho (Penamacor) pedia mais tecnologia na deteção e prevenção. Pequenas soluções que todos os que andam no terreno sabem e anseiam, disse.

Não será uma panaceia, mas poderá dar uma ajuda. E todas as ajudas são poucas para a defesa de pessoas e bens, já que a abnegação dos homens que no terreno combatem as chamas é inegável. Muitas vezes até à exaustão.

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