Com as eleições autárquicas a um mês de distância aumenta consideravelmente o frenesim dos prosélitos seguidores das diferentes listas eleitorais. São estas de facto aquelas que mais paixões e entusiasmo suscitam no eleitorado. Pela proximidade e consequente presença de familiares e amigos, muitas vezes de ambos os lados da barricada, sobretudo nas freguesias mais pequenas e com reduzido número de eleitores.
Engordam-se então as listas com um sem número de nomes, tentando os partidos e as coligações reunir mais hipóteses de captar a atenção desse escasso e quantas vezes cansado eleitorado.
Discutem-se muitas vezes mais os nomes do que as propostas, sendo que os cabeças de listas carregam a responsabilidade de não defraudar as almejadas conquistas. Afiam-se também desde já as facas nos bastidores se assim não for…
Os mais conscientes e sensatos candidatos, também os há, preocupam-se em apresentar as suas propostas, fazendo sentido entre o que dizem e o que prometem fazer. Há muitas e boas propostas entre os diferentes opositores. Pena é que, no dia seguinte às eleições, não se possa fazer uma recolha das melhores e, com verdadeiro sentido de serviço público, as mesmas pudessem ser executadas a bem das populações.
Todos sabemos que não vai ser assim. Para já agitam-se bandeiras e redes sociais, distribuem-se panfletos e prepara-se a campanha. Sim, porque a procissão eleitoral acaba de sair do adro das respetivas sedes…