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Editorial: Humanidade

José Júlio Cruz - 28/05/2026 - 9:04

O Papa não está contra a Inteligência Artificial ou outra qualquer evolução tecnológica ou científica. O que Leão XIV condena, e bem, é a sua utilização malévola em contexto de guerra ou de desprezo pela vida humana. 
E não é só o Papa que deveria estar contra, somos todos nós. Infelizmente, o Humanismo anda pelas ruas da amargura e a eliminação de seres humanos, seja sob que pretexto for, passou a ser quase o «novo normal» como se começou a dizer depois da pandemia de Covid-19.
A situação é tão grave que o Sumo Pontífice resolveu dedicar-lhe a sua primeira encíclica, conhecida no início da semana. Segundo os especialistas na análise deste tipo de documento, é pelo desarmamento da Inteligência Artificial perante uma escalada global de conflitos e rejeitando qualquer teoria de «guerra justa» ou a legitimação do poder face ao direito internacional. Mas seria de esperar outra posição de um verdadeiro líder?
“Não existe algoritmo que possa tornar a guerra moralmente aceitável”, adverte Leão XIV na «Magnifica Humanitas» (A magnífica humanidade), divulgada pelo Vaticano e aqui citada através da Agência Ecclesia.
O Papa rejeita a ideia de que “a violência é inevitável e deve apenas ser otimizada”, denunciando a crescente submissão das sociedades a uma “cultura do poder” e aos lucros obscenos da indústria militar.
O Papa alerta também para o perigo de submeter julgamentos com impacto de vida ou morte a sistemas automatizados e impessoais.
Só me resta dizer uma coisa: Bem hajas Leão XIV! Haja alguém com decência e com autoridade à escala planetária que tome posição e deixe claro aquilo que todos deveríamos defender.
Já era tempo.

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