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Editorial: Humanismo

José Júlio Cruz - 06/11/2025 - 9:06

A Cáritas tem desempenhado em todo o país um papel essencial na rede de apoio social aos mais carenciados. Em Castelo Branco o papel da estrutura interparoquial cumpre o mesmo desígnio de forma discreta, mas competente.

Esta semana ao abrigo de um projeto específico que edifica o ser humano foi premiada com o apoio de uma fundação nacional que lhe reconhece o mérito e proporciona condições para o levar por diante pelo menos durante mais um ano.

É justo que se diga que o concelho albicastrense prima por ter uma rede bem urdida que acode verdadeiramente a quem precisa. Sinaliza, direciona e ajuda. São inexistentes ou raros os casos de sem-abrigo.

A Cáritas é apenas uma das peças dessa rede. À quase maioria dos cidadãos é um trabalho que passa despercebido. Tem o mérito de ser invisível. Tal como invisível é o trabalho de uma formiguinha que vai fazendo pela vida. Neste caso pela vida dos outros, o que só reforça os encómios de que possa usufruir.

Sobre os «rostos» da pobreza (fonte Vatican News) “são numerosos os pontos para reflexão, numerosas as motivações para a ação na primeira exortação de Robert Francis Prevost”. “A pobreza daqueles que não têm meios de subsistência material, de quem é marginalizado socialmente e não possui instrumentos para dar voz à sua dignidade e suas capacidades; a pobreza moral, espiritual, cultural; a pobreza de quem não tem direitos, nem lugar, nem liberdade”, como lembra Leão XIV.

Reconheçamos o trabalho de quem dá de si em prol dos outros. Em prol do bem comum.

 

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