Lembrava-me um amigo esta semana que a natureza e a política têm horror ao vazio. Assim que cai ou enfraquece uma árvore crescem ervas e arbustos que disputam o acesso ao sol. E novas árvores crescem também.
Acontece o mesmo com os animais moribundos ou doentes. Depressa são substituídos, carentes de proteção.
Da mesma forma, acotovelam-se os prosélitos dos diferentes partidos pelas mesmas razões. Nem sempre as melhores e naturais razões, mas eles lá vão… em bicos dos pés se for preciso. Para verem o sol, ou para que o sol os veja.
Se for preciso à boleia do trabalho e mérito alheios, encostando-se, copiando ideias, mentindo aqui e ali, como tantas vezes acontece.
Em anos de chuva abundante, como o que atravessamos, robustece-se a natureza. Em anos de eleições aparecem os políticos como cogumelos. Nada de novo, portanto.
Há até quem diga que devia haver eleições todos os anos, para que nunca desaparecessem as preocupações com o povo. Sairia demasiado caro ao país se assim fosse. Mas a ideia que norteia esta expressão todos percebem.
Está nas mãos de cada um decidir o que se quer. A cidadania exige que não nos demitamos dessa tão grande responsabilidade, com a natureza e com a política. Com o futuro.
Lembro que, como dizia Mahatma Gandhi, “a natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a sua ganância”.