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Editorial: Os jovens

José Júlio Cruz - 31/10/2024 - 9:00

A velhice é um posto, ouvia-se amiúde no meu tempo de tropa para caraterizar os velhos capitães e sargentos que ainda por ali serviam o país, engrossando o contingente, fruto de uma guerra colonial que teimou em prolongar-se até finalmente terminar.

Velhos são os trapos, diz o povo e com razão combatendo a ideia de que perderam uso e sobretudo utilidade as coisas, mas sobretudo as pessoas.

É assim também dentro das empresas e organizações. Rejuvenescer é preciso. Valorizar a experiência também. Tudo com bom senso à mistura.

Daí que nem a juventude, nem a velhice, devam ser colocadas como prioridade na hora de se tomarem decisões. Competência, profissionalismo, vontade e ambição q.b. talvez sejam as caraterísticas a considerar.

Como tudo leva o seu tempo, se um jovem reunir estes ou alguns destes atributos, o futuro tenderá a ser mais risonho. Para ele e para a organização.

Mal de quem não inova, mal de quem volta as costas à realidade. De discursos em prol dos jovens e das necessidades que o país tem em fixá-los, evitando que rumem a outras paragens, já todos estamos fartos. Dar passos concretos para que assim seja só criando oportunidades, que é como quem diz emprego e condições para que tenham uma vida digna e possam fazer caminho, criando raízes e família.

Para que não fiquemos a dormir na forma como se tudo isto fosse um problema apenas dos outros, é preciso que demos passos nesse sentido. Para lá das palavras, o que conta são os atos.

Atuemos.

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