Por estes dias, um pouco por todo o país, estão a realizar-se as cerimónias de final de curso dos estudantes. As bênçãos das pastas sucedem-se nas localidades sede de instituições de ensino superior, cumprindo não apenas a tradição, mas constituindo autênticas romarias de milhares de pessoas que incluem familiares e amigos dos finalistas.
Agarradas às pastas, vão também as fitas, recheadas de mensagens amigas, desejos de felicidades, abraços e beijos de quem os quer bem. Mas vão também os sonhos daqueles que terminando uma fase importante do seu percurso de vida, entram agora na via-sacra de quem procura um emprego e uma oportunidade para mostrar o que vale.
Sonhos que muitas vezes esbarram em dificuldades que parecem montanhas para escalar com uma mochila carregada de pedras às costas. Uma realidade cruel que chega a afetar a autoestima e que não merecem aqueles de cujo sangue na guelra tanto necessita a sociedade.
A aposta nos jovens não pode ser apenas um discurso de palavras vãs, tem de passar a ser um desígnio nacional assumido por todos. O país, as organizações, as empresas necessitam dessa força, para progredirem e para se rejuvenescerem. Quem não o fizer não está a contribuir para uma sociedade saudável e está, pura e simplesmente, a virar as costas ao futuro.
Ter futuro implica arriscar, não ter medo de ser feliz. E às vezes parece que temos medo de ser felizes. O contrário disto é continuar a assistir ao sangramento para a emigração daqueles que, a maior parte das vezes, só querem uma oportunidade. E merecem-na.