Para mim e para a malta da minha geração, subir a encosta do castelo de chinelo no dedo do pé e toalha às costas para ir à piscina municipal era sinónimo de férias grandes e de verão.
Para estes peregrinos estivais, as distâncias eram todas curtas e a cidade até parecia pequena na hora dos encontros com amigos e de ir à piscina. A canícula era quase brisa e de toalha na relva a assistir aos mais afoitos a saltarem da prancha de 10 metros para o poço, entre uma cartada, uns mergulhos e umas sandes, assim se passavam tardes e tardes.
O regresso a casa ao fim do dia também era efetuado em grupos e a pé. Não havia cá boleias dos papás, muito menos uber’s.
A subida já era outra quando, já com os papás, se ia almoçar ao restaurante panorâmico que ali também existia e que se destacava no enquadramento paisagístico.
Vem isto a propósito do recente concurso de ideias lançado pelo Município de Castelo Branco, de que se conheceram os vencedores há dias. Opções todas elas válidas e imaginativas que recriam um espaço outrora do quotidiano albicastrense e atualmente devoluto.
Merece de facto um novo rosto aquele empreendimento, até pela sua localização estratégica a caminho do castelo. Merece o espaço e merece a cidade. A valorização da encosta, das muralhas e do castelo diferenciará a cidade, tornando-a mais bonita e atrativa a quem nos visita.
Daqui em diante, a funcionalidade será diferente, até porque a piscina-praia resolveu de vez a questão de um espaço de lazer com água e sombras no verão albicastrense.
Que a opção a tomar, agora nas mãos da câmara, se torne também uma mais-valia no futuro.