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Editorial: Pobreza

Lídia Barata - 18/06/2025 - 8:00

O distrito de Castelo Branco apresenta uma taxa de risco de pobreza e exclusão social de 19,7 por cento, valor que aumenta para os 23,8 por cento quando nos referimos à faixa populacional com 65 ou mais anos.
Os dados foram revelados esta semana pelo Núcleo Distrital de Castelo Branco da EAPN (Rede Europeia Anti Pobreza) e são danos que nos deviam fazer parar e refletir.
Todos os dias nos deparamos com vários tipos de pobreza, porque também a de espírito e de carater nos devem preocupar. Mas antes dessas, temos a pobreza monetária. 
Estes dados não se referem apenas às pessoas que não trabalham, porque muitas delas trabalham, mas o parco salário não chega para cobrir as contas do supermercado e de farmácia ao mesmo tempo, pois tudo o que vai além do básico fica excluído à partida. 
Apesar da realidade do nosso país, da nossa cidade, da nossa rua talvez, focamos todas as atenções fora de portas. Estamos chocados (e humanamente bem) com todas as guerras e as consequências nefastas que estas têm. Participamos ativamente em ações de ajuda à Ucrânia, a Gaza e a outras geografias menos mediatizadas. Mas em contraponto, somos por vezes completamente insensíveis ao que se passa ao nosso lado. Porque também existe a pobreza envergonhada, dos que trabalham, se esforçam, mas que se sentem impotentes para pedir ajuda. Mesmo sem o dizerem, há sinais que nos alertam para tal, só temos de estar atentos. 
Como dizem alguns entendidos nestas matérias: Não podemos mudar o mundo se não começarmos por nós mesmos! É preciso estarmos alerta.   

 

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