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Editorial: Presidente

José Júlio Cruz - 15/01/2026 - 9:03

Domingo somos chamados de novo a ir votar. Cabe-nos escolher qual será o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República. É a terceira eleição num curto espaço de tempo depois das Legislativas e das Autárquicas de 2025, fruto das circunstâncias políticas nacionais no primeiro caso.
A campanha segue o seu caminho até sexta-feira com as suas vicissitudes habituais, as rasteiras mais ou menos sujas que tendem cada vez mais a tornar-se «normais» e os ensaios mais dramáticos de última hora de apelo à união de determinadas franjas do eleitorado. Nada de novo, tudo muito previsível até.
Sem que ninguém se esteja a destacar particularmente em termos das tendências de voto indicadas pelas sondagens, muito provavelmente antevê-se que nada fique decidido nesta primeira volta das Presidenciais. O mais certo é que a 8 de fevereiro voltemos às urnas para decidirmos quem será o próximo Presidente da República.
Como cidadão consciente e democrata apelo, sinceramente, a que ninguém fique em casa. Faço-o por convicção genuína de que esta será sempre a melhor forma de um país seguir o seu rumo, serem os cidadãos a escolher o que querem e quem querem.
Sabendo nós que um Presidente da República é muito mais do que o chefe supremo das nossas forças armadas e que da sua ação direta e ministério de influência se decidem muitas das questões que afetam diretamente a vida dos portugueses, não é uma questão de somenos e exige-se responsabilidade a cada um na hora de votar.
Não nos demitamos das nossas responsabilidades enquanto cidadãos. O custo de o fazermos sairá muito caro.

 

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