É o bem maior, aquele que todos queremos e que a todos desejamos. Daí que o setor da saúde deveria e merecia um pacto de regime por forma que se debelassem as mazelas de um sistema há muito depauperado.
A força dos lóbis é, contudo, mais forte e tem feito o seu caminho. São muitos os milhões envolvidos num setor fundamental para o país e, quando assim é, os entendimentos tornam-se mais difíceis e quem perde é o povo, sobretudo as camadas mais frágeis da sociedade.
Há muitas coisas incompreensíveis na saúde, tantas que aqui não cabe um mero resumo. Atente-se por agora, apenas e só, ao facto de o ministério não ter aberto concurso para médicos de família na área da ULS de Castelo Branco. Compreende-se? Claro que não. Tem explicação? Não encontro nenhuma.
Nem para defesa dos próprios governantes tal situação faz sentido. É que, se ao menos os concursos ficassem desertos, podia vir o Governo dizer que tinha tentado. Assim…