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Editorial: Tecnológicas

José Júlio Cruz - 20/02/2025 - 9:00

O antigo edifício dos CTT no largo da Sé, em Castelo Branco, está a ser reutilizado pela autarquia albicastrense para instalar empresas tecnológicas, praticamente no centro da cidade.

Uma utilização que se saúda, tanto mais que nos dias que correm a criação de emprego especializado e de ponta não aparece amiúde, sobretudo num interior onde o emprego para os jovens e a fixação de pessoas é tão urgente como o pão para a boca.

A TRH e mais recentemente a Noesis são, por isso, dois bons exemplos de atratividade e Castelo Branco poderá ter muito a ganhar com isso. Consigamos ser capazes de potenciar esta realidade, multiplicando-a.

Podem-se discutir os apoios públicos à fixação de empresas. Pessoalmente, acho que se há atividade onde os mesmo terá efetivamente um efeito reprodutivo é precisamente aqui. Trata-se mais de um investimento do que propriamente de uma despesa.

O futuro dirá se valeu ou não a pena. Melhor estaríamos se outros gastos pudessem ser tão reprodutivos como estes. Pena é que na lógica de uma bolha mediática empedernida e caquética nos seus argumentos, se vomitem alarvidades sobre toda e qualquer ação, sem que haja o mínimo conhecimento sobre a realidade e aquilo que verdadeiramente importa e não importa.

E critica-se a instalação de um «gigante» tecnológico que fatura 75 milhões de euros, com a mesma facilidade com que se ataca o «passar de cheques» da autarquia com direito a fotografia de rede social num ano de eleições.

Não é a mesma coisa.

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