O calor, tal como o frio, mata. Não tenham dúvidas. Há décadas que o Reconquista pela «voz» do seu colunista Manuel Costa Alves (meteorologista) vem alertando para isso.
E não é que antigamente não fizesse calor nem frio, como os sabichões das redes desataram agora a dizer. Nada disso. Claro que fazia. O problema é a frequência com que as ondas de calor e de frio nos afetam e a forma como as nossas habitações, escolas, estabelecimentos comerciais e instituições estão construídas.
Não fora o recurso à climatização artificial dentro das mesmas e os problemas seriam certamente maiores. Ignorar esta questão é não perceber o mundo em que vivemos e voltar as costas a uma realidade que, não raras vezes, nos bate à porta.
Proteger crianças e idosos nestas alturas, são eles os elos mais fracos desta equação, é por isso uma obrigação de todos. A começar pelas famílias e seguindo pelos responsáveis das instituições e das autarquias. O problema não é político, é de saúde pública. Mas também passa por decisões políticas, sobretudo no que aos edifícios públicos diz respeito.
Viver em comunidade exige que estejamos atentos e contribuamos para o bem comum. É hora de encarar estes problemas de frente, até pelos danos colaterais que muitas vezes estas situações acabam por causar. Veja-se o caso de França, onde num único dia morreram mais de uma dezena de pessoas afogadas (40 no total) por se terem atirado para lagoas, rios e mar para se refrescarem.
Não sejamos tontos e protejamo-nos.