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Editorial: Trump

José Júlio Cruz - 07/11/2024 - 9:00

Concludente e histórico. É o mínimo que se pode dizer face ao regresso triunfal de Donald Trump à casa branca.

Os Estados Unidos escolheram o seu presidente e desta vez deram-lhe praticamente todo o poder para que o possa exercer sem margem para dúvidas, nem forte oposição nos restantes órgãos da administração.

Para os que vivem na (e da) bolha foi uma surpresa. Para quem conhece pelo menos um bocadinho dos «States» não. Os americanos optaram mais uma vez por uma liderança que consideram forte. E, mais do que isso, por alguém que entendem que os vai defender quando for preciso. E isso para eles é um descanso.

E não, não foram só os brancos, foram também os negros, os latinos e os árabes que votaram em Trump. Dá que pensar?! Dá, mas quem lá vive e vota sente-se verdadeiramente americano e não latino ou árabe, como nós os europeus os entendemos.

O desconhecimento europeu sobre estas matérias é negligente. Não perceber o que se passa e pensar que os outros não pensam pela sua própria cabeça é ainda mais grave.

Não se tratou de uma questão de género, ou de cor. Tratou-se, pura e simplesmente, de uma questão de liderança. Os americanos não gostam de líderes «fofinhos». E isso ficou provado mais uma vez.

Para quem vive na bolha é difícil de entender. Talvez seja preciso sair dela e ouvir o povo. Sim, ouvir o povo. E liderá-lo.

É disso que se trata.

Os entendedores, entenderão…

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