É uma obrigação de todos. O nosso futuro também passa por aqui. Não podemos deixar as decisões nas mãos dos outros.
Bem sabemos que as campanhas eleitorais não têm sido muito esclarecedoras, que as atuações de alguns nas redes sociais mais parecem criancices, que a imagem se sobrepõe à palavra, que a substância vale pouco ou nada face à crescente onda de insultos e que, às vezes, parece que a maledicência e até a parvoíce com que muitos se comportam é o que têm para nos oferecer. Mas não vale ficar em casa no próximo domingo.
A sociedade em que vivemos já padece de males suficientes para que a coisa piore se baixarmos os braços. A Democracia merece tudo o que possamos fazer por ela. Por nós e pelas gerações vindouras.
Escolham quem quiserem, mas votem. Não se deixem abater pelo desânimo ou pela preguiça do «eles querem é tacho», «anda tudo ao mesmo», ou «são todos iguais», por muito que assim pareça.
Domingo somos chamados a decidir quem é que queremos ter à frente das nossas câmaras, freguesias e assembleias municipais. Pela proximidade, há quem defenda que são as mais importantes eleições, embora discorde disso. São todas importantes.
Mas reconheço que as Eleições Autárquicas são aquelas em que os eleitores melhor estarão informados e em que o voto é mais consciente. Todos conhecemos os candidatos. Cruzamos com eles. Falamos com eles. Saibamos escolhê-los e às suas equipas, em consciência e de forma livre.
Aristóteles dizia que “a Democracia surgiu quando, devido ao facto de que todos são iguais em certo sentido, acreditou-se que todos fossem absolutamente iguais entre si” e Abraham Lincoln muitos anos mais tarde caracterizou-a como “o governo do povo, pelo povo, para o povo”.