As Regiões Inteligentes são aquelas que se preocupam com a ligação eletrónica de grande abrangência entre cidadãos, serviços e entidades públicas. E, apesar do que ainda está por fazer nesta fase, sabemos já que, a seguir, terão de ser possíveis as Regiões Mais Inteligentes
Como é que se constroem? Aproveitando as potencialidades do digital ao serviço do ensino, da investigação no domínio empresarial, da recolha de informação junto dos cidadãos, do envolvimento dos cidadãos na tomada de decisão das políticas públicas do seu território. É envolvendo a Academia no estudo e desenvolvimento das novas formas de comunicar e de agir, que criaremos sinergias que nos permitam ter um desenvolvimento exponencial das nossas potencialidades, melhorando a vida dos cidadãos.
A verdade é que uma Região Mais Inteligente tem de ter escala humana e territorial. Investigadores e massa crítica no maior número de áreas quanto possível. Ser reconhecida e defendida por aquelas que a habitam, envolver todos os que nela intervêm ou tomam parte. Numa Região Mais Inteligente, o pensamento crítico e a análise sistemática têm um papel preponderante.
A verdade é que a última divisão administrativa do território não está a dar resposta à realidade dos nossos dias. Não está a criar Regiões Mais Inteligentes. Criaram-se regiões intermédias, as Comunidades Intermunicipais, não reconhecidas pelos que as habitam, sem a proximidade exigida a quem está geograficamente tão acessível. Não servem. Não são eficazes, nem eficientes.
E eu tenho para mim que, pior do que cometer um erro é persistir num erro. Estamos à beira de um novo quadro comunitário, altura ideal para reverter esta situação. O desenho destas regiões tendo por base os Distritos faria muito mais sentido, para que não se perdessem sinergias, conhecimento e infraestruturas com centenas de anos. E com apego emocional, fator que não é de descartar se quisermos habitar em Regiões Mais Inteligentes.
O que faz sentido é corrigir erros, criar sinergias, unir para crescer. Dividir para reinar é sempre um mote que serve a muito poucos, e que uns quantos acham que lhes será vantajoso. Essa é a postura de quem não tem vista larga, nem perspetiva de futuro para a comunidade.
Fiquei deveras esperançada por esse ser um dos desígnios do novo Presidente da Federação Distrital do Partido Socialista. E mais esperançada ainda quando ouvi ser essa uma opinião partilhada por outros intervenientes do último Congresso Distrital, que teve lugar no passado Sábado. Parece-me que, nesta matéria temos base para começar a falar de futuro.
E teremos muitas mais matérias para estarmos de acordo, obviamente que incluindo militantes de outros partidos e pessoas que nunca militaram ou militarão em qualquer estrutura desta natureza.
Porquê?
Porque «ou nos entendemos e teremos sucesso em conjunto, ou todos falharemos individualmente.»