A Real Associação da Beira Interior, com apoio da União de Freguesias de Escalos de Cima e Lousa e da Associação Squallius, organizou uma palestra sobre o tema “Genealogia das Gentes de Escalos de Cima”, que teve como orador, o professor e genealogista António Graça Pereira.
António Pereira foi o orador desta sessão
A Real Associação da Beira Interior, com apoio da União de Freguesias de Escalos de Cima e Lousa e da Associação Squallius, organizou, dia 13 de janeiro, na sede da coletividade, uma palestra sobre o tema “Genealogia das Gentes de Escalos de Cima”, que teve como orador, o professor e genealogista António Graça Pereira.
Os dados apresentados por António Graça Pereira resultam de um trabalho demorado de recolha de documentação nos registos paroquiais de Escalos de Cima no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, e no Arquivo Distrital de Castelo Branco, nos períodos entre 1595 a 1911. Pesquisou milhares de batismos, casamentos, óbitos e outros documentos, que ficam registados num programa de genealogia – PAF.
Apresentou a Árvore Genealógica com antepassados seus de Escalos de Cima, tendo encontrados entre os seus familiares dois padres que, depois de viúvos, receberam Ordens Menores, no século XVII. Mostrou ainda os costados de pessoas com raízes na aldeia, nomeadamente Joaquim Hortas Botelho, General António Ramalho Eanes, Bispo Dom António Baltazar Marcelino e as fadistas Amália Rodrigues e Celeste Rodrigues. António Graça Pereira mostrou dois registos de óbito de 30-XI-1762 que relatam o assassinato do casal Brás Quaresma e Isabel Leitoa, por ladrões castelhanos.
O orador, para exemplificar outras fontes de informação, mostrou dois passaportes de pessoas de Escalos de Cima que emigraram para o Brasil, Francisco Soares em 1929 e Luís Araújo em 1953. Referiu-se à dezena de escalenses que participaram na 1ª Grande Guerra, destacando Luís Araújo, “louvado, porque fazendo pate da guarda de flanco do seu pelotão penetrou com muita decisão na trincheira de comunicação inimiga, dando um belo exemplo às outras praças”, e Abel Justino Lisboa, que faleceu em combate e está sepultado em Richebourg. Também mostrou registos de escalenses noutras localidades como o casamento de Isabel Lopes em 1690 em Ferreira de Alcântara e o de Inês Angélica Hortas Botelho em 1882 em Gáfete (Crato).
O orador anotou cerca de 300 apelidos em Escalos de Cima. Mostrou a origem de alguns apelidos de origem patronímica: Vitorino, Tomé, Gregório, Pio, Baltazar e Bernardo. Vários dos presentes mostraram interesse em saber quem eram os seus antepassados e as suas origens. Quase todos, descobriram elos de parentesco com o orador.