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Fábrica da Criatividade: Miguel Ferrão Lopes apresenta projeto multidisciplinar

Reconquista - 12/03/2026 - 9:00

Miguel Ferrão Lopes, que estará em residência artística na Fábrica da Criatividade, apresentanesse espaço, dia 13 de março, pelas 18H00, o resultado dessa experiência com o espetáculo “Digging deeper on: onion fields from above”.

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Miguel Ferrão Lopes, que estará em residência artística na Fábrica da Criatividade, apresentanesse espaço, dia 13 de março, pelas 18H00, o resultado dessa experiência com o espetáculo “Digging deeper on: onion fields from above”.

Com uma forte componente multidisciplinar, o espetáculo “cruza performance, movimento, som e texto numa experiência de longa duração que privilegia a dilatação do tempo e a contemplação. Entre o belo e o grotesco, a obra constrói-se como um exercício de memória expandida, onde teatro, dança e artes visuais se fundem com as ciências sociais e humanas, desafiando o público a um mergulho introspetivo nas camadas mais profundas da existência”.

Este trabalho “investiga a relação entre identidade, biografia e realidade, propondo uma reflexão sensível sobre a condição humana a partir da instabilidade da verdade e da construção de memórias fictícias”.

Segundo a sinopse, “a peça desenvolve-se como uma travessia conceptual e sensorial por espaços simbólicos, lugares de encontro, crença e tensão, onde o íntimo e o coletivo se entrelaçam. A partir de uma sucessão de questões sobre pertença, erosão emocional e ritual, o espetáculo convoca o espectador a confrontar-se com a ambiguidade dos territórios que habitamos e que, simultaneamente, nos moldam e desestabilizam. Entre o sagrado e o profano, entre o afeto e a violência, emerge uma cartografia existencial onde o indivíduo se vê refletido. Ancorada no pensamento existencialista e humanista, a criação estabelece diálogos com referências como A Náusea, de Jean-Paul Sartre, e os escritos de Vergílio Ferreira, bem como com o legado cénico de Antonin Artaud e Jerzy Grotowski. A dimensão cinematográfica surge evocada através das linguagens de João César Monteiro, Pedro Costa e João Canijo, contribuindo para uma estética densa e fragmentada”.

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