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Foz do Cobrão: Gafoz fez 50 anos com homenagem a fundador

Reconquista - 24/11/2016 - 7:17

Francisco Cargaleiro esteve na origem do grupo que pôs no mapa as necessidades da pequena aldeia do concelho.

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A Foz do Cobrão tem como marca a beleza da paisagem. Foto José Furtado/ Reconquista

O Gafoz- Grupo dos Amigos da Foz do Cobrão assinalou 50 anos de existência com uma homenagem a Francisco Cargaleiro, que foi fundador da instituição. 

O pai do artista plástico Manuel Cargaleiro, que nasceu em 1903 e faleceu em 1992, juntou-se a um grupo de filhos da aldeia para “fazer alguma coisa por esta terra e gente que vive aqui no maior isolamento”, palavras que são agora recordadas passado meio século. 

O objetivo foi alcançado em outubro de 1966, com a criação do Gafoz que teve em Francisco Cargaleiro o primeiro presidente e sócio número 1. 

Passados 50 anos, Octávio Catarino, o atual presidente, está convicto que o grupo continua a mobilizar fozenses e lisboetas em torno do mesmo “ideal de respeito pelos ancestrais, afetos familiares e amor pela natureza”, cita a nota enviada ao Reconquista. 

O homenageado com uma lápide descerrada no dia da festa “foi pioneiro na ação mobilizadora dos amigos da Foz que em redor da associação souberam alimentar a chama da amizade e solidariedade que está na génese do Gafoz”, lembrou Octávio Catarino, que também é sócio desde a primeira hora.

A Foz do Cobrão de há 50 anos vivia isolada e tinha passado pela extinção da fábrica de fiação, dispondo de uma única estrada em terra batida e de uma barca que ligava as duas margens do rio Ocreza. 

A mudança começou a desenhar-se em Lisboa, onde a gente da terra fez ouvir a sua voz junto da administração central para a necessidade de construir uma ponte entre Foz do Cobrão e Sobral Fernando. 

Uma reivindicação que a neta mais velha de Francisco Cargaleiro disse ter sido a síntese da vida do avô.

“Foi assim que o homenageado viveu a sua vida: construindo pontes e digo-o no plural porquanto Francisco Cargaleiro não se preocupou apenas em ligar as duas margens do rio Ocreza. Ele foi um homem capaz de alargar o caminho”, recordou Maria da Piedade Cargaleiro. 

Além das reuniões na quinta de Francisco Cargaleiro no Monte da Caparica, no concelho de Almada, a ação do Gafoz passava ainda pela promoção das festas em Honra de Nossa Senhora da Conceição, que estiveram em risco de desaparecer.

O grupo tem atualmente 450 sócios e continua fiel à sua génese “reivindicando para a necessidade de investimento local”. 

Luís Pereira, o presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, destacou a sua evolução, de centro de convívio para IPSS “que promove emprego e dá assistência aos idosos, através de um centro de dia e apoio domiciliário”. 

Tem ainda um importante papel na promoção do turismo.

No aniversário do Gafoz estiveram os familiares do homenageado Francisco Cargaleiro, o presidente da Assembleia Municipal de Vila Velha de Rodão António Carmona, o executivo municipal liderado pelo presidente Luís Pereira e o presidente da Junta de Freguesia de Vila Velha de Ródão, João Mendes.

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