Oleiros privilegiou a segurança defensiva em Castelo Branco e quase se dava bem
O Benfica e Castelo Branco reconhece que a possibilidade de ainda poder chegar à fase de subida do CPP, onde é totalista de participações, é meramente matemática e que já está a ser preparada a mensagem para a abordagem à poule de permanência.
O conjunto de resultados da 17.ª jornada não matou já as contas albicastrenses, mas também não foi o “ideal” para que a derradeira ronda pudesse ainda alimentar a adrenalina das marchas do marcador. O facto de União de Leiria (Sp. Ideal) e Operário (na Sertã) terem ganho os seus compromissos e irem agora jogar diante de Naval 1.º de Maio e Carapinheirense exclui praticamente a hipótese de qualquer volte-face.
Os encarnados não ficaram “já” fora porque ganharam no final do encontro ao Oleiros (1-0). Por falar em Oleiros, não estão esquecidos nestas contas os dois pontos que o BC Branco deixou no jogo da 1.ª volta…
Mais uma vez, a equipa de Ricardo António sentiu dificuldades perante o oponente do distrito. As linhas compactas e recuadas da ARCO constituíram obstáculo de difícil transposição, de tal modo que só aos 89 minutos e já sem referência de ataque em campo (os músculos voltaram a trair Gilson Varela) é que Ruben Nogueira bateu o guardião António Simões.
O Oleiros privilegiou o futebol defensivo e esperou por um momento para surpreender. Quase o teve aos 52’, quando Miguel Luz aproveitou uma má saída de Digas e obrigou Miguel Lázaro a defesa difícil. Passados 11 minutos, foi a vez do guardião oleirense brilhar com um golpe de rins a anular uma “chapelada” de Gilson Varela.
MENSAGEM. “Temos primeiro o jogo nos Açores. Depois, os jogadores do BC Branco terão de continuar motivados, porque estão num clube apetecível. Quem não estiver de alma e coração terá as portas abertas, como diz o presidente”, referiu o técnico albicastrense. Questionado sobre a entrada de alguém nesta janela do mercado, Ricardo António lembra que “a partir do momento que perdemos o melhor marcador, alguém terá de entrar”, também em face dos problemas que têm apoquentado Gilson.
DESTAQUES
PATAS O dono da posição ‘6’ no meio-campo albicastrense foi, claramente, a unidade mais da sua equipa. Ao nível dos bons velhos tempos, passe a expressão.
SIMÕES De estatura baixa para o “protótipo” de guarda-redes, António Simões esteve simplesmente irrepreensível na partida de Castelo Branco. Manteve a sua equipa em jogo até ao fim.
BC BRANCO 1 OLEIROS 0
Estádio Vale do Romeiro.
Árbitro: João Casegas (Viseu).
BC BRANCO
Miguel Lázaro
André Cunha
Edgar
Digas
Tomás
Patas
T. Fernandes
Dani Matos
(Adriano, 54’)
R. Nogueira
J. Ventura
(Passos, 75’)
G. Varela
(Samuel, 81’)
T. Ricardo António
OLEIROS
António
Fábio André
Facucho
Tiago Gomes
Rui Daniel
Rafael
(Tak, 90’)
Leandro
M. Farinha
Diego
(Miguel Luz, 24’)
Lelé
(Nilson, 77’)
Jackson
T. Paulo Machado
Marcador: Ruben Nogueira (89’).
Disciplina: amarelo a Digas (53’), Marco Farinha (66’) André Cunha (93’).