O Clube União Idanhense surge esta semana mais próximo do topo da classificação da Liga Bricomarché. Foi um dos que aproveitou o deslize do Alcains em Castelo Branco.
Capitães de Idanhense e Ac. Fundão antes do jogo do passado domingo
O Clube União Idanhense surge esta semana mais próximo do topo da classificação da Liga Bricomarché. Foi um dos que aproveitou o deslize do Alcains em Castelo Branco, onde não foi além do nulo com o Instituto Politécnico.
Não teve uma tarde tranquila para encurtar distâncias. Ganhou ao Ac. Fundão, penúltimo classificado, por 4-2, mas chegou a ver-se apertado. Esteve a vencer por dois golos de diferença (Tiago Barata e Bernardo Rebordão), permitiu a reação do antagonista, ficou a jogar com dez unidades (Bernardo expulso por amarelos aos 72’), cedeu o empate aos 85 minutos e foi em circunstâncias difíceis que chegou ao resultado final.
Bruno Vieira, que já tinha feito o 3-2 de grande penalidade (os academistas falharam um penálti com o resultado em 2-1) encerrou o jogo em grande, com a execução irrepreensível de um livre direto para o quarto golo, já em descontos.
Ricardo Costa, o timoneiro técnico neste regresso do CUI ao futebol federado, destaca a coragem da sua equipa. “Foi uma reação fantástica e não é a primeira vez que acontece. Há aqui alma grande”.
O treinador raiano, que reconheceu mérito ao adversário na forma como reentrou no jogo do último domingo, mantém um discurso sereno na abordagem ao alcance da sua equipa neste campeonato: “as pessoas meteram-nos como candidatos e os miúdos estão a acreditar que podem ser. Jogamos com um júnior, outro no primeiro ano de sénior. Crescem a cada jogo que passa”.
“Não sei se vou ficar em primeiro, em segundo ou terceiro. Sei, sim, o objetivo que delineámos. Ficarmos entre os três primeiros do campeonato e atingir a final da taça”, esclarece Costa. O Idanhense é terceiro a cinco pontos do primeiro (líder e segundo ainda vão ter de se cruzar) e está com um pé nas “meias” da segunda prova do calendário. Em linha com o discurso.
JOCA. O treinador do Académico do Fundão lamentou que a reação da sua equipa em Idanha-a-Nova não tivesse valido pontos: “O futebol é feito de erros. Cometemos vários e alguns perfeitamente evitáveis. Sentimo-nos tristes porque estivemos perto de empatar ou até de poder ganhar. Os meus jogadores têm de aprender com estes erros para ficarmos mais perto dos pontos e das vitórias, que também nos fazem falta”.