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Futsal: Cláudia cumpre sonho de jogar na 1.ª divisão

Artur Jorge - 12/09/2018 - 15:15

Cláudia Andresson está focada no grande desafio da 1.ª divisão nacional com as cores do Grupo Desportivo de Valverde. Vai cumprir a segunda época na equipa.

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Cláudia Andresson é a 3.ª a contar da esquerda na primeira fila

Cláudia Andresson é, aos 22 anos, uma das boas jogadoras de futsal do distrito de Castelo Branco. Tem uma paixão enorme pelo jogo. Desde muito cedo que a vemos jogar, primeiro no futebol, integrando equipas de rapazes no Desportivo e no Benfica e Castelo Branco e, depois, na modalidade de pavilhão.

A sua qualidade não passou despercebida à treinadora Catarina Rondão e à estrutura do Grupo Desportivo de Valverde. É uma das eleitas para jogar a 1.ª divisão nacional, depois de já ter participado na campanha dourada de 2017/18, que culminou com a subida histórica àquele patamar competitivo.

Cláudia está entusiasmada com o desafio. Considera ser um privilégio representar o emblema da região da Cova da Beira e ao mesmo tempo uma janela de oportunidade para “continuar a perseguir sonhos desportivos”.

Encontrou em Valverde o espaço ideal para expressar todo o gosto que tem pelo futsal e a capacidade que tem para o praticar?

- “Claramente. No contexto distrital o GD Valverde está uns furos muito acima das demais equipas. A cada treino, a cada jogo, há uma aprendizagem. Melhor não podia pedir”.

Vem aí a 1.ª divisão. É uma realização pessoal poder disputar a principal prova do futsal feminino português?

- “Tínhamos este sonho. É, seguramente, uma realização para todas as jogadoras do GD Valverde. Não fujo à regra. Quem pratica uma modalidade espera sempre poder jogar a um nível mais alto. Pessoalmente, também tinha esse desejo”.

Uma equipa do Interior e de um distrito com pouca expressão no futsal e futebol feminino, conseguir esta bitola não deixa de ser surpreendente…

- “Compreendo que causa surpresa, sobretudo a quem não está tão identificado com o futsal feminino. Este grupo de atletas tem muita qualidade e fará tudo para se poder manter num campeonato em que nos custou tanto cá chegar”.

Qual é o segredo?

- “A união, o trabalho, a entreajuda, a força de querer muito chegar mais além. E, claro, um plantel diversificado e onde há qualidade”.

Esta é a sua segunda época em Valverde. Acha que pode ir mais além? Chegar um dia à seleção nacional?

- “Pensar já pensei! Imensas vezes. Estou no sítio certo para continuar a evoluir. Para atingir um nível dessa natureza ainda tenho muito que treinar”.

Também jogou futebol. Qual é a sua modalidade preferida?

- “São diferentes. Já não jogo futebol há imenso tempo. Mas o futsal é a minha preferida. É a que mais entusiasmo me dá”.

Qual é a posição na quadra de jogo?

- “Por norma sou ala”.

Fale-nos do seu percurso desportivo?

- “Comecei com 7 ou 8 anos no Desportivo de Castelo Branco, com Filipe Roque. Até aos 12 anos. Depois passei para o BC Branco, com a Cândida Preta e o João Fazenda. Jogava com os rapazes, até aos 15 anos. Mas durante um ano houve neste projeto uma equipa feminina. Foi então que comecei no futsal, com 15 anos, na Associação do Bairro do Cansado. Aos 17 anos, voltei para o BC Branco, onde me mantive até aos 20 a jogar futsal, com o Diogo Ferreira como treinador principal. Depois estive no Núcleo Sportinguista de Castelo Branco com Luís Batista. Aos 21 anos cheguei ao Valverde, com a Catarina Rondão ao comando deste bonito desafio”.

Fora do futsal, quais são as suas expetativas?

- “Tentar encontrar algo na minha área, Desporto e Atividade Física. Continuo a procurar”.

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