Afinal, o ano de 2025 trouxe mudanças profundas ao nível do posicionamento do Partido Socialista em matérias tão fraturantes como a imigração, sobretudo depois do alto nível de exigência na defesa dos direitos de quem escolhia o nosso pais para viver e trabalhar, num fundamentalismo atroz de condenação (exercício esse liderado por Alexandra Leitão, líder parlamentar do PS e Isabel Moreira, senhora deputada, defensora oficial dos bons costumes), sobretudo quando o mínimo que se exigia era que quem fosse imigrante, vivendo e trabalhando em Portugal, deveria respeitar os costumes e tradições do povo que os acolhe. Aliás, seguindo uma longa tradição portuguesa de ecumenismo liderante, capaz de nos posicionar como uma nação moderada e cosmopolita, num mundo em permanente mutação. Na senda do comportamento exemplar que as nossas comunidades portuguesas demonstram em qualquer parte do mundo, onde se posicionam como garante de capacidade de trabalho, humildade e respeito, abrindo portas à expansão da nossa cultura, língua e economia.
Mas o que aconteceu depois da intervenção da Polícia de Segurança Pública na Rua do Benformoso foi dos maiores atos de condenação jamais vistos em relação a uma força de segurança pós 25 de abril. Um dos nossos maiores ativos enquanto nação é a segurança com que qualquer um de nós, pode passear nas ruas das suas cidades em descanso e sossego. Ativo que tem de ser defendido pelas entidades responsáveis, nas respetivas áreas de intervenção (PSP e GNR), com a autoridade necessária e dispondo dos meios físicos, financeiros e proteção política para saberem desempenhar essa ação com a qualidade que as populações exigem. A perseguição movida pela esquerda radical liderada pelo Partido Socialista é indigna de um estado de direito democrático, conforme as sondagens demonstram. As mesmas sondagens que empurraram Pedro Nuno Santos para uma pirueta que se saúda, porque posiciona o tema onde ele deve ser posicionado, mas uma pirueta. Finalmente, houve um reconhecimento de oito anos de políticas erradas em relação à imigração descontrolada. Este mea culpa sofrido, dá razão à visão moderada de Luis Montenegro desde o início da sua liderança social-democrata, onde sempre alertou para o erro da extinção do SEF e para o descontrolo das fronteiras abertas. Mas onde também sempre defendeu a imigração controlada, a única forma de responder perante os desafios do pais e a sua enorme necessidade de mão-de-obra estrangeira, devido aos nossos problemas demográficos. Gostaria agora de ouvir a opinião de Mariana Mortágua, Alexandra Leitão, Isabel Moreira sobre o terrível “fascista”, líder do PS.
Mas o populismo de esquerda não ataca só os meios nacionais, mas também os meios locais, conforme se pode ver na aprovação de uma moção na última reunião de Executivo Municipal, de desagrado pela retirada de um helicóptero do aeródromo municipal, criando um alarmismo desnecessário, num procedimento normal e previamente definido em termos de protocolos de contratação pública para a aquisição de meios aéreos para o DECIR (Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais) 2025. Sobretudo, quando o respetivo meio aéreo viu reduzido o seu período de operação em Castelo Branco desde o dia 1 de novembro de 2024, portanto há mais de 60 dias. Compreendo e defendo a importância estratégica do posicionamento dos meios aéreos, mas pergunto se um Município que investe, anualmente, 200.000€ no funcionamento do aeródromo e, nos últimos 5 anos, perto de 350.000€ de água e energia, não deveria ter uma articulação mais profunda com a tutela que operacionaliza o DECIR, colaborando para uma melhor rentabilização do mesmo, em vez de aprovar uma moção numa reunião de Executivo Municipal pela manutenção de meio aéreo, 3 meses depois da sua operacionalidade ter sido alterada? Claro que fica bem, até teve o apoio político de todos os Vereadores, mas, em termos operacionais, na defesa do interesse das populações não tem nenhum efeito prático, a não ser criar uma ideia de insegurança desnecessária, desvalorizando um ativo municipal.
Percebo que, em ano de eleições autárquicas, sobretudo com um governo de orientação política diferente, o Município de Castelo Branco seja particularmente sensível a questões que, com governos mais próximos da sua ideologia lhe passariam despercebidas, mas sugiro um planeamento mais eficaz e uma abordagem menos demagógica. Para isso, já bastam os populistas da extrema-direita.
*Vice-Presidente da Distrital do PSD Castelo Branco
Agora este PSD confunde se com o chega em níveis de baixaria e aproveitamento político .
PSD de hoje nada a ver com o PSD com nível e representado por senhores e senhoras com noção. Hoje é quase tão mau e reles como o partido populista reles e medíocre baseado em fakes e desinformação