VÍDEO Organização fala em protesto com 600 pessoas, que reivindicou junto à fronteira o avanço de uma obra que está há décadas nas promessas.
Presidentes estiveram à frente do protesto. Foto Ivo Vladimiro/Reconquista
Portugueses e espanhóis marcharam na quarta-feira em Termas de Monfortinho para exigir o início das obras do IC31.
Sob o lema “Obras Já!” cerca de 600 pessoas (número da organização) percorreram a avenida Conde da Covilhã, até à rotunda de acesso à localidade, que dá também acesso à ponte internacional.
A manifestação foi encabeçada pelos presidentes das câmaras municipais de Idanha-a-Nova, Castelo Branco, Penamacor e Vila Velha de Ródão, a que se juntaram presidentes de junta dos vários concelhos e ainda autarcas espanhóis.
Elza Gonçalves, a presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, disse aos manifestantes que o IC31 “é a autoestrada da esperança de um povo inteiro” e que “nada do que aqui pedimos é excessivo ou um privilégio”.
O presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, referiu-se a esta manifestação como “histórica”, recusando que seja um sinal de confronto com os governantes.
“Não estamos aqui contra o Governo de Portugal ou contra o Governo da Extremadura. Estamos aqui com o Governo de Portugal e da Extremadura a reivindicar uma obra estrutural para Portugal e para Espanha”, afirmou no seu discurso.
O grito de “Obras Já” foi lançado por Francisco Martín, o porta-voz da Aliança Territorial Europeia (ATE) - Norte da Extremadura & Beira Baixa, que quer um encontro entre o primeiro-ministro português Luís Montenegro e a presidente da Junta de Extremadura Maria Guardiola, para definirem a ponte ibérica e que a mesma seja alvo de um acordo entre os dois países na próxima cimeira luso-espanhola.
“As autoestradas não se constroem com palavras, mas com orçamentos. Portugal tem de consignar as verbas para que se construa”, afirmou o responsável espanhol.
Depois de se terem encontrado nas últimas semanas com vários dirigentes partidários da comunidade da Extremadura, os representantes da ATE vão até à Assembleia da República em Lisboa, onde têm reuniões previstas com o PS e o Chega.
Nesta manifestação a favor do IC31 houve também uma outra contra a obra, promovida pelo movimento Idanha Viva, que teme o impacto da estrada no território.