Setembro é o mês de recomeçar em muitos setores da nossa vida: nas escolas, nas escolas, nas empresas, na saúde, na política, nos tribunais, etc. todos gostaríamos de recomeçar melhor do que terminámos, mas infelizmente a interrupção só por si não resolve qualquer problema; só a nossa ação e engenho são capazes de os resolver.
Aparentemente mantêm-se todos os problemas que tínhamos por resolver antes das férias.
Nas escolas fala-se da falta de professores, de questões laborais dos que estão de greves, e de um novo ano que não se afigura nada fácil para todos: alunos, professores e pais. Na saúde fala-se da falta de médicos para as urgências e saúde familiar, de greves dos que estão, dos doentes que continuam a morrer à porta dos hospitais, um cenário perfeitamente terceiro mundista.
Falando com uma médica de saúde familiar, ela dizia-me que em Portugal não há falta de médicos, comparativamente com os outros países da Europa. Há falta de organização, com muitos médicos em funções sindicais, da ordem, de chefias, de direção e que fazem falta no trabalho do dia a dia. É caso para dizer: organizem-se!
A saúde e a educação são os dois setores fundamentais na vida do país, e os nossos políticos não os conseguem organizar convenientemente. Diz a Fratelli Tutti no nº. 226: “novo encontro não significa voltar ao período anterior aos conflitos… já não há espaços para diplomacias vazias, dissimulações, discursos com duplo sentido, ocultamentos, bons modos que escondem a realidade… Só da verdade histórica dos factos poderá vencer o esforço perseverante e duradouro para se compreenderem mutuamente e tentar uma nova sínrese para bem de todos.”