"Portugal continua um paraíso para grande corrupção e para o branqueamento de capitais” – a afirmação é do pirata informático Rui Pinto no seu tweet.
Afirma isto após ser posto em liberdade em casa vigiado pela polícia para o proteger como testemunha da corrupção.
O próprio juiz Carlos Alexandre desistiu da queixa que tinha contra ele acusando-o de o ter expiado.
A justiça portuguesa reconheceu que ele tinha razão ao denunciar a corrupção no futebol e no Luanda Leaks; congelou mesmo 8 milhões na conta da Doyen na sequência das suas denúncias.
Concordou com a sua afirmação de que “a corrupção consome milhões dos milhões de euros à economia portuguesa todos os anos. O seu combate deve ser prioridade nacional”.
Os advogados de defesa dos acusados já começaram a dizer que as provas apresentadas pelo hacker são inválidas, pois os emails não constituem meio de prova válido em Portugal, embora sejam na Suiça.
São estes “brandos costumes” que favorecem a corrupção em Portugal: desapareceram muitos dos “cadastros de bens” que existiam em todas as repartições e organismos do Estado à guarda dos seus responsáveis, que os transmitiam “religiosamente” na hora da passagem de testemunho.
Qualquer roubo era punido com prisão efetiva. Tudo isto relaxou e convida ao desvio e à corrupção.
O Papa Francisco no n.º 56 da Evangelii Gaudium depois de falar das desigualdades económicas gritantes do nosso mundo acrescenta: “A tudo isto vem juntar-se uma corrupção ramificada e uma evasão fiscal egoísta que assumiram dimensões mundiais. A ambição do poder e do ter não conhece limites”.