A corrida eleitoral
A próxima campanha eleitoral já começou. O partido do governo deu o tiro de partida pedindo uma maioria “absolutamente confortável”. As promessas já começaram: baixar impostos aparece agora nos vários programas: há quem prometa baixar o I.R.C e os descontos para a Segurança Social para estimular a economia das empresas; outras querem baixar o IVA da energia e de mais alguns produtos. A esquerda pugna pelo aumento dos ordenados dos trabalhadores e pelo aumento da tributação das empresas mais ricas. O centro defende o aumento do investimento público de modo a criar serviços competentes na educação, na saúde e nos transportes.
Todos preferem governar sozinhos, mas todos vão falando em acordos após as eleições: tanto se poderá ressuscitar a “geringonça”, como a há muito defunta Aliança Democrática, ou até o Centrão.
Sem dúvida que são as obras, os projetos, a coerência política e a credibilidade dos concorrentes que irão determinar as decisões de cada eleitor no dia 6 de outubro. À comunicação social compete informar colocando em confronto as ideias das concorrentes, sem tomar posição.
No presente em cada partido vive-se a proposta da lista dos concorrentes aos lugares para a Assembleia da República. É uma guerra interna que nem sempre é fácil para quem tem de fazer as listas. Como o lugar é apetecível, não faltam militantes e nem todos põem em 1.º luar o serviço leal à região para o qual é candidato; ás vezes alguns nem são do distriro por que concorrem…
Agostinho Dias