O turismo tem sido a galinha dos ovos de oiro da nossa economia, mesmo na zona centro para a qual o sr. Presidente da República quis chamar a atenção ao marcar férias para aqui. A sua estadia foi uma propaganda contínua às capacidades turísticas desta região. Portugal tem estado na moda e os dólares, as libras, ou os euros cá deixados, muito têm ajudado a economia do país. Encheram-se e multiplicaram-se os hotéis, surgiu o chamado alojamento local, seja nas cidades, seja no turismo rural, em grande escala. As velhas casas são recuperadas, as cidades e aldeias renovam-se, há uma revolução urbana, à volta de aldeias de xisto, de praias rurais ou de aldeamentos turísticos. Há adversários desta ressurreição: os que desconfiam dos estrangeiros que por cá aparecem, os que dizem qua as cidades estão a ser descaracterizadas, os defensores dos inquilinos “escorraçados”. Contudo, creio que os principais opositores são os incendiários que queimam as paisagens, movidos por outros interesses inconfessáveis e que de ano para ano vêm atacando sobretudo em zonas turísticas. Até se dão ao luxo de anunciar qual a zona que vão atacar o próximo ano…
Neste campo o dinheiro vale mais do que a ideologia e a ele se sacrificam todos os idealismos. Que o digam os dirigentes do Bloco de Esquerda que na Assembleia da República defendiam os inquilinos e eram contra a especulação urbana e na vida privada praticavam essa especulação e maltratavam os inquilinos. Também no turismo o dinheiro tem de ser o fruto do bem servir e receber, e não da exploração do turista que se sente enganado. A convivência entre pessoas diferentes que se respeitam aprendem umas com as outras é sempre positiva, e oxalá que o nosso turismo as promova.