Era uma vez uns rendeiros que encontraram fogo nos seus terrenos.
Chamaram os bombeiros para o apagar, como é natural.
Porém, quando eles chegaram, em vez de os porem a trabalhar, puseram-se a discutir uns com os outros, sobre quanto é que lhes deveriam pagar, quiseram saber se eles tinham poucos ou muitos bens.
Como se isso fosse pouco discutiram ainda sobre qual dos rendeiros é que foi o culpado do incêndio, qual contribuiu mais para a sua propagação… Foram-se embora os primeiros bombeiros e vieram outros, mas nem assim eles deixaram de discutir sobre estas questões secundárias, já que o principal seria extinguir o incêndio que ía crescendo cada vez mais. Como perguntaria Cristo, o que é que o dono dos terrenos deverá fazer a estes rendeiros?
É o que se está a passar em Portugal com a Caixa Geral de Depósitos, com a educação, com os transportes, etc, etc.
Os rendeiros, leia-se políticos, entretêm-se em discussões de crianças.
Se as coisas correm bem, como foi o caso dos resultados da educação, todos querem os louros; se as coisas correm mal, em vez de as tentarem resolver, passam o tempo em acusações mútuas.
Se as coisas não correm bem, nem mal, antes pelo contrário, inventam políticas para reverter tudo o que os outros fizeram. E assim vai este país…
Depois admiram-se de quando chegam as eleições, os portugueses, que não são parvos nenhuns, ou se abstêm de votar, ou votem branco ou nulo…
E se aparecer um qualquer populista, prometendo, com atitudes extremistas, acabar com isto tudo, nem que seja um qualquer comediante, conquista a maioria dos votos!
Como diz o Papa Francisco na Evangelii Gaudium: “Rezo ao Senhor para que nos conceda mais políticos que tenham verdadeiramente a peito a sociedade, o povo, a vida dos pobres. É indispensável que os governantes e o poder financeiro levantem o olhar e alarguem as suas perspetivas, procurando que haja trabalho digno, instrução e cuidados de saúde para todos os cidadãos”.