Diz a Deco que em 2016 cerca de 30.000 portugueses não conseguiram pagar as suas dívidas. Pediram dinheiro emprestado aos bancos e depois não conseguiram pagar tantos créditos. Isto vem acrescentar o malparado da banca, já afetada por negociatas empreendidas pelos seus gestores. Lá terá de vir o dinheiro dos contribuintes a salvar estes bancos, que não viram os seus créditos ressarcidos. Quando se gasta o que não temos, é isso que acontece…
O próprio Estado vive também do aumento da dívida pública que não para de crescer, já vai em 133% do PIB. Dizem que estão a reestruturar a dívida, pedindo empréstimos a juros mais baratos, para pagar os que estão a juros mais caros.
Mas o que é facto é que a dívida pública não está a diminuir, mas a crescer.
Ouvimos muitos empresários a dizer: se nos pagassem tudo o que nos devem a nossa empresa estaria saudável; como isso não acontece, a crise é uma constante… Também aqui os que “ferram o calote” têm levado muitas empresas à falência. Lá começam os trabalhadores a queixarem-se dos ordenados em atraso e muitas vezes acabam por nunca os receberem. Todos perdem, quando alguém não cumpre aquilo a que se comprometeu.
Podemos pois dizer que esta é uma pecha da nossa economia que a todos prejudica gravemente. Os processos para resolver estes créditos malparados, vão desde as penhoras, até aos crimes violentos, passando por renegociações das dívidas ou por novos empréstimos.
Até já há quem negoceie e compre as dívidas de difícil cobrança. Tudo sinal duma sociedade em crise, onde muitas vezes as dívidas resultam de situações inesperadas de desemprego, ou até de divórcio, outras de falta de orientação de muitos cidadãos.