O Papa Francisco desafiou-nos na mensagem da quaresma a fazer um tempo de conversão pública. Ele próprio deu o exemplo ao obrigar os membros do clero que praticaram a pedofilia a converterem-se destas situações depravadas, e a assumirem a responsabilidade pelos atos praticados. Exige um arrependimento que cure e que repare o mal cometido.
Como isto faz falta no nosso país… Uma conversão dos corruptos que assaltaram bancos para levarem o dinheiro para of-shores e que praticam todas as maningâncias para fugir às responsabilidades, quando chamados à justiça. Agora lá continuamos todos a pagar o seu roubo de milhares de milhões, e eles de “consciência tranquila” a gozar os rendimentos numa vida luxuosa.
Uma conversão dos políticos que não assumem as responsabilidades, pois elas foram sempre do partido da oposição; que ganham por este trabalho ajudas de custo indevidas, que se reformam ao fim de seis anos, que se declaram doutores sem o serem.
Uma conversão para o mundo do desporto onde se viciam resultados para ir ao encontro das apostas desportivas, onde os dirigentes roubam descaradamente levando o clube à beira da falência, onde se pratica a dopagem para atingir vitórias, onde se escondem os rendimentos para não pagar impostos, onde não se pratica o desportivismo, mas a violência cega.
Uma conversão até no seio das famílias, onde se pratica a violência física, o abuso sexual, o ciúme mortal, o abandono dos idosos, a traição conjugal.
Olho para um Deus sempre disposto a perdoar com a condição de o pecador se arrepender, mas parece que poucos querem este perdão e muitos estão felizes com esta vida que levam… O mundo só fica melhor cada vez que uma pessoa se converte.
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