A Cáritas Portuguesa alertou para um cenário “muito preocupante” de crise social no país, nos próximos meses, falando de um aumento “generalizado” dos pedidos de ajuda. O mesmo alerta foi dado pela Cáritas da Diocese de Portalegre-Castelo Branco. Segundo o comunicado “as famílias que mais procuram a Cáritas são famílias de classe média e média-baixa. Há uma tendência comum para um aumento da procura por parte de famílias de outros países que procuram ajuda de emergência. “O aumento das despesas de primeira necessidade (incluindo também combustíveis, saúde, educação, comunicação, água, rendas, eletricidade e vestuário), terá sido mais do dobro”.
Os jornais do dia 10 de novembro dizem que há grandes superfícies a ganhar dois milhões de euros por dia que engolem estes magros ordenados e não chegam.
O mesmo acontece com os super-lucros das grandes empresas de petróleo e energia (gaz e eletricidade). A mesma nota da Cáritas identifica o acesso à habitação como “uma das principais dificuldades para a integração de pessoas vulneráveis”, nomeadamente jovens estudantes, famílias com baixo rendimento e pessoas sem abrigo. E o pior é que “não há medidas políticas nem estratégias que permitam vislumbrar soluções no curto prazo”
Não admira perante isto, a pressão que os sindicatos estão a fazer através de greves e manifestações, denunciando estas situações.
Diz o nº. 218 da Evangelli Gaudium: “as reivindicações sociais, que têm a ver com a distribuição dos rendimentos, a inclusão social dos pobres e os direitos humanos não podem ser sufocados. Quando estes valores são afetados, é necessária uma voz profética”.
Agostinho Dias
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