De 19 a 21 de novembro, jovens de 120 países, incluindo Portugal, uniram-se à conferência global “A Economia de Francisco” convocada pelo Papa; foram três dias de debates on line com economistas, empresários, gestores e estudantes. O Papa assinalou o início dos trabalhos com uma mensagem no Twiter: “A terra e os pobres têm urgente necessidade de uma economia saudável e de um desenvolvimento sustentável. Por isso, somos chamados a rever os nossos esquemas mentais e morais, para que estejam em conformidade com os mandamentos de Deus e com as exigências do bem comum”. Pretende-se “pôr a pessoa no centro” das decisões e “olhar para os últimos, os mais pobres”, em vez de pôr o lucro no centro da economia. São 12 os eixos temáticos que orientaram este encontro: trabalho e cuidado; gestão e dom; finanças e humanidade; agricultura e justiça; energia e pobreza; lucro e vocação; CO2 da desigualdade; negócios e paz; economia é mulher; empresas em transição; vida e estilos de vida; polices for happiness. Luta-se nestes temas por uma economia mais humana e mais ecológica ao estilo do franciscanismo do Povorello de Assis, “o santo que se despojou do mundano para colocar a sua vida ao serviço dos mais pobres, o santo da atenção aos frágeis e da ecologia integral”, assinala a organização em Portugal.
Entre os palestrantes estiveram Muhammad Yunus, economista prémio nobel da Paz 2006. Apenas um exemplo resumido de algo que foi dito: Em 2019 as despesas com armamento atingiram 1,917 mil milhões de dólares de acordo com os dados do Instituto Internacional de Investigação da Paz de Estocolmo. De acordo com o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas bastariam 260 mil milhões para num ano erradicar a insegurança alimentar. É isto um exemplo do que se chama “colocar a pessoa humana no centro da economia”.