O lítio é um metal alcalino e é procurado para as baterias por ser um bom condutor e armazenador de energia. É encontrado, como os outros minerais, em estado natural. Está a ser muito valorizado ultimamente pela sua utilização em baterias de carros elétricos, atingindo preços quase comparáveis aos do ouro.
A comunicação social já publicou o mapa das áreas em que em Portugal é autorizada a prospeção deste metal. Este mapa está a ser contestado praticamente por todos os presidentes de câmara a que essas áreas pertencem, argumentado com o prejuízo para o ambiente destes territórios. Neles fica comprometida toda a exploração agrícola, bem como a qualidade ambiental como o ar, e paisagem, etc. O ministério do ambiente por sua vez fala da riqueza do lítio e da sua necessidade imperiosa na indústria, que justifica, mesmo economicamente os prejuízos do ambiente. É o velho binómio progresso/ambiente em que o progresso geralmente leva o melhor e justifica os prejuízos da mineração.
Diz o Papa Francisco: “A terra deve ser tratada com ternura, para não lhe causar feridas, para não arruinar a obra saída das mãos do Criador. Quando tal não acontece, a terra deixa de ser fonte de vida para a família humana: a água está contaminada, os resíduos se acumulam, a deflorestação avança, o ar está viciado e o solo acidificado. Por outro lado a necessidade da descarbonização exige que os automóveis usem energia elétrica em vez dos combustíveis fósseis. Isto leva a demarcar as regiões em que a extração do lítio para causar menos mossa no ambiente, permitindo aí a sua extração. Só que todos queremos os benefícios, mas ninguém aceita os prejuízos… Não sabemos até onde nos vai levar esta luta…