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Ideias e Factos: A força da ideologia

Agostinho Dias - 05/11/2020 - 9:38

 

Na votação da generalidade do orçamento de Estado para 2021 viu-se claramente a força que a ideologia tem nas várias formações partidárias.

O PCP a “defender os direitos dos trabalhadores e do povo”; o Bloco a defender a empresa pública que é o Serviço Nacional de Saúde e a atacar qualquer aliança com a medicina privada; o PSD, o C.S. e o Livre a votar contra porque as empresas privadas não são contempladas neste orçamento; o PAN. a exigir o ataque às alterações climáticas e a defender o bem estar animal; os Verdes exigindo o respeito pela natureza; e finalmente o Chega opondo-se às ajudas a quem não trabalha nem produz.

Cada um defende a sua dama e o PS, que se confessa de esquerda, não encontra dinheiro no orçamento para corresponder às exigências todas, sem aumentar a despesa para níveis incomportáveis.

Na minha modesta opinião seria preferível terem feito uma leitura serena dos problemas que afetam o país, sem o preconceito ideológico.

Em seguida julgarem a melhor maneira de responder a estes problemas dentro das possibilidades que existem: escolher os mais importantes, se não tiverem capacidade para responder a todos, escolherem os considerados mais prementes.

Dando em seguida o terceiro passo que é o de agir em conformidade com os dois passos anteriores.

Em suma ver os problemas, julgar sem preconceito e agir de acordo com o julgamento feito e aceite pela maioria.

O problema aqui é que os partidos servem em primeiro o seu eleitorado, que votou neles, e só depois vem o país no seu todo.

A floresta é feita por todas as árvores e não só por aquelas que são da côr que nos agrada.

O orçamento é feito para servir o bem comum e não apenas as clientelas partidárias…

 

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