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Ideias & Factos: A liberdade de expressão

Agostinho Dias - 23/05/2024 - 9:40

Pensava que a aceitação da liberdade de cada um exprimir o seu pensamento de maneira civilizada e cordata era um direito adquirido, e afinal, por situações duvidosas, ele está novamente a ser posto em causa na própria Assembleia da República.

Na verdade as palavras são a forma de nos entendermos, como diz o nosso povo: “a falar a gente se entende”. Porém, quando as palavras são usadas como pedras para agredir outro, ou os grupos, elas tornam-se forma de agressão selvagem.

Infelizmente até no nosso Parlamento isso tem acontecido, e por isso, às vezes ninguém se entende.

Sei, por experiência pessoal, o que é o lápis azul da censura e não tenho saudades desses tempos, nem quero voltar a eles. Mas também sei que as palavras gritadas com ódio, doem tanto ou mais do que as pedras atiradas contra alguém. 
Quem trabalha nos jornais, não se cansa de pedir uma imprensa livre e responsável e contribuir desse modo para o bem comum.

Mas “a corrupção das coisas ótimas, torna-as péssimas”.

Dói ter de defender a liberdade de expressão com consciência plena de que quem a usa está a construir e não a destruir.

Diz o nº. 240 da Evangelii Gaudium: “O cuidado e a promoção do bem comum da sociedade compete ao Estado. Este com base nos princípios da subsidiariedade e solidariedade e com um grande espaço de diálogo político e criação de consensos, desempenha um papel fundamental – que não pode ser delegado – na busca do desenvolvimento integral de todos. Este papel exige, nas circunstâncias atuais, uma profunda humildade social”.

É esta humildade que está a faltar aos nossos políticos.

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