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Ideias e factos: A nossa saúde

Agostinho Dias - 31/10/2019 - 10:27

Não param as notícias alarmantes no que toca à nossa saúde: bebé que nasce sem parte do rosto, urgências pediátricas que fecham ao fim de semana, médicos que não foram colocados por limitações no concurso, tarefeiros contratados à hora, tratamentos que são negados aos doentes por serem caros, milhares de famílias sem o médico respetivo, falta de equipamento essencial, etc…. Na região centro, das 110 vagas consideradas só abriram 15, isto é 7,5% do total, não sendo nenhuma para Castelo Branco ou Guarda. Assim não há S.N.S. que aguente.
Isto leva-nos a fazer uma interrogação séria: será que os portugueses podem ter confiança no Serviço Nacional de Saúde que a nossa esquerda quer como único por ser “serviço e não negócio”? De facto o ideal é que a saúde fosse verdadeiramente um serviço prestado e todos sem exceção e de modo tendencionalmente gratuito”. A saúde é um bem fundamental que merecia ser uma preocupação prioritária na organização da sociedade em que vivemos.
É certo que com uma população cada vez mais envelhecida e a procurar a melhor qualidade de vida, ele torna-se cada vez mais caro e exigente nos recursos que oferece. Se há 71 milhões de euros para sustentar os 70 gabinetes ministeriais, se há mais de 200 milhões de euros para sustentar a Assembleia da República, se há milhões de euros para os partidos gastarem nas campanhas elaborais, por razões humanitárias mais terá de haver para um Serviço Nacional de Saúde competente e capaz.

 

Agostinho Dias
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