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Ideias e Factos: A pandemia da fome

Agostinho Dias - 21/05/2020 - 9:40

Não só por causa da pandemia do covid-19, todos os dias ouvimos notícias de gente que procura alimentos nos bancos alimentares para satisfazer as suas necessidades fundamentais.

Nem o poderoso império dos Estados Unidos da América escapou a esta situação.

Em Portugal onde 14% dos trabalhadores não têm qualquer tipo de rendimento é evidente que têm que recorrer à Cáritas, Misericórdias, Banco Alimentar, etc., para poderem matar a fome.

Isto ajuda-nos a tomar consciência do que se passa no nosso mundo, onde em 2019 morreram 52 milhões de pessoas por causa da fome, ou de doenças por ela causadas.

Apesar do planeta produzir alimentos suficientes para todas, se forem bem distribuídos, cerca de 821 milhões de habitantes não têm o necessário para viver dignamente no que toca à alimentação.

Todos os anos, 1,3 mil toneladas de alimentos são deitados fora em nome da concorrência, da estabilidade dos preços, ou das sobras que vão para o lixo. Agora que este problema toca também de perto os países mais ricos, seria bom que todos acordássemos para esta realidade.

É urgente continuar, não só o produzir o necessário dos bens de primeira necessidade como a distribuí-los integralmente por quem precisa no mundo inteiro, evitando o desperdício, o açambarcamento, ou os jogos comerciais.

É preciso que a crise alimentar que estamos a viver um pouco por todo o lado nos faça refletir e nos leve a tomar decisões mais justas e equitativas na distribuição destes bens.

 

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