Estamos chegados ao final do mês de agosto e com ele o final do tempo de férias. Fazendo uma análise destes meses, os hotéis e restauração estiveram quase a 100% sobretudo nas zonas mais turísticas, como é o caso do Algarve. Aqui, até o lugar da praia era preciso ir marcar, logo bem cedo, a alertar a sobrelotação de pessoas. Isto teve o efeito de aumentar substancialmente o emprego sazonal, colocando o desemprego nos níveis mais baixos dos últimos anos. Se o imposto proveniente do IVA não aumentou nestas zonas mais turísticas, alguma coisa está a falhar…
Outro fenómeno que vai sendo habitual nestes meses do verão é a sucessão de festins e festivais nos locais mais diversos e recônditos do país. Acabaram muitas festas populares das nossas aldeias sem jovens, para serem substituídas por estes eventos. Há-os para todos os gostos musicais e ambientais, infelizmente muitas vezes não faltando as drogas a prejudicar a saúde de muitos participantes. De todas as maneiras se procura introduzir estas drogas nos recintos destes festivais, tentando fintar a vigilância das autoridades. Apesar de muitos detidos por tráfego, a droga não tem faltado para aqueles que a procuram.
Dizem as estatísticas que atualmente há no mundo 27 milhões de toxicodependentes com graves problemas de saúde; quase 300 mil morrem anualmente, com o consumo de narcóticos, devido a sobredoses e problemas associados, segundo o diretor executivo de Escritório das nações Unidas sobre Drogas e Crimes.
Houve ainda muitas que aproveitaram as férias para reflexão do encontro mundial da juventude, encontro de Taizé, cursos de formação, etc., ou para ações de voluntariado nas circunstâncias mais diversas.
Infelizmente desta maioria que não pode fazer férias pelas mais diversas razões. Agora é tempo de voltar ao trabalho com mais ânimo. Este é o modelo de um mundo plural onde o bem e o mal crescem juntos até ao juízo final.