O país está em crise económica: o défice agravou-se em 6.122 milhões de euros no 1.º semestre deste ano, porque as receitas caíram 9,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, e o défice cresceu em 5,4%.
A 1.ª consequência desta crise foi o desaparecimento de 183 mil empregos até Maio, apesar do lay of simplificado, e prevê-se que cresça bem mais nos meses que estamos a viver, apesar do apoio à retoma económica.
Se todos trabalhássemos no sentido de combater esta crise as coisas poder-se-iam modificar, com este esforço comum.
No entanto vemos os processos em tribunal a denunciar cada vez mais situações criminosas.
Só para dar exemplo falemos do Banco Espírito Santo e das notícias que vêm a público. O Novo Banco registou perdas de 260 milhões, apesar de ter vendido não se sabe a quem, muitos dos imóveis que possuía a metade do preço; e para o negócio ser completo até emprestou o dinheiro aos compradores, que só se sabe estão sediados em off-shore nas ilhas Caimão.
Leis que permitem negócios destes, são imorais e só contribuem para a tal “economia que mata” de que fala o Papa Francisco.
Apesar de Marcelo Rebelo de Sousa exigir “esclarecimento cabal” desta situação, nunca o haverá, pois os desenvergonhados estão protegidos pela lei.
Quanto ao BES, deve 6,5 milhões de euros, mas só tem 180 milhões para os pagar.
No entanto ainda paga salários e pensões milionárias; o próprio Ricardo Salgado espera vir a ser remunerado pelo fundo de resolução.
O Tribunal de Contas aponta falhas à autoridade nacional de resolução bancária. As Finanças dizem que não têm informação suficiente. E os nossos impostos lá vão entrando para pagar isto tudo.
Haja moralidade e acabemos com isto…