É inegável que os efeitos das alterações climáticas estão á vista e só quem não quer ver é que pode nega-los. São os verões cada vez mais prolongados, quentes e secos com falta de água generalizada quando chega o mês de outubro como relatámos no número anterior. São os furacões cada vez mais violentos a atingir zonas que não era habitual serem massacradas. É o degelo generalizado a fazer subir o nível do mar e a colocar em risco as zonas costeiras.
Estas alterações não se combatem com manifestações de jovens ou adultos, já que as pessoas de boa fé já estão conscientes delas. Combatem-se com atitudes concretas que ataquem as causas deste aquecimento do planeta: De que vale a manifestação se todos os dias vamos para a escola ou para o trabalho no carro particular poluindo o ar? De que vale culpar os outros pela falta de água se nós a desperdiçamos, ou a deixamos ir pelo rio abaixo quando chove, dizendo que estamos contra a construção de novas barragens? De que valem manifestações contra o plástico, se todas as vezes que vamos às compras vem tudo embalado em plásticos para a nossa casa? É necessário cada um mudar as suas atitudes fazendo a sua parte para alterar a situação das mudanças climáticas; é necessário em comum tomarmos atitudes que sejam amigas do ambiente, com menos barulho e mais conversão à ação concreta. Só assim combateremos verdadeiramente as alterações climáticas.