Em Espanha, um abaixo assinado reuniu 646.375 assinaturas exigindo que os bancos tenham em conta que muitos dos seus clientes são pessoas de idade avançada com muita dificuldade em acompanhar a transição digital. No seu afã de lucros elevados, os bancos vão fechando agências, despedindo trabalhadores, aumentando as comissões das contas, e empurrando os clientes para utilizarem o digital, que dispense todo o trabalho dos empregados bancários. Os clientes em vez de disporem de agências bancárias com empregados à sua disposição são forçados a ter aplicações de smartphones. Para muitos idosos “levantar dinheiro ou fazer uma transferência torna-se impossível, se for por meio da aplicação”, dizem os autores do abaixo assinado. E conclui que é preciso solicitar aos bancos “que atendam os idosos sem entraves tecnológicos e com paciência e humanidade. Mantenham as agências abertas, onde possam ser atendidos por pessoa”.
Dizem as notícias que a praga das burlas online crescem com esquemas para tentar sacar dinheiro a quem navega na Internet. Os cartões de crédito estão em risco de serem clonados. Foram postos à venda 4 milhões de cartões bancários, sendo mais de três mil de portugueses. Os idosos são as principais potenciais vítimas.
Por tudo isto e muito mais o Papa pede para os idosos condições de vida e não apenas de assistência: “há planos de assistência, mas não projetos de existência. O idoso não é material descartável”.
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