Segundo as notícias que nos vêm da banca, os portugueses estão a pedir milhões de dinheiro emprestado para comprarem carro e para melhorarem a casa em que vivem.
Aliás, é o consumo que tem alavancado a nossa economia, e não as exportações, ou o investimento, como deveria ser numa economia assente em bases sólidas.
Corremos o risco de uma nova crise, com os bancos cheios de casas e carros apreendidos por os seus clientes falharem o pagamento dos empréstimos pedidos à banca.
Foi um filme que já vimos há menos de 10 anos, que foi levando bancos à falência, obrigando à sua recapitalização com o dinheiro dos nossos impostos.
O último foi a Caixa Geral de Depósitos com a recapitalização de mais de 3 mil milhões de euros e que em 2017 atirou o nosso deficit para 3% do PIB, em vez dos 0,9% que seria sem essa recapitalização.
Os sintomas na nossa economia no 1.º trimestre deste ano não foram nada positivos com esse deficit de 1,9% precisamente por causa da recapitalização do novo banco, para chegar às 0,7%, prometidos no fim do ano, vão ser precisas muitas cativações, o que não é muito provável em ano de eleições.
Estamos a menos de um mês da apresentação do orçamento para 2019, que alguns partidos do governo querem que seja um documento eleitoralista que distribua dinheiro pelos trabalhadores reconhecendo todos os seus direitos.
Não é mau que assim seja, o pior é que o orçamento tem limites e nós já devemos demasiado dinheiro aos nossos credores.
Aumentar o nosso deficit terá consequências que podem levar-nos de novo a afetar o cinto como aconteceu entre 2011 e 2014.
Agora que estamos a tentar viver melhor é preciso ser prudente pois “quem tudo quer tudo perde”.
É esta prudência que me parece estar a faltar; oxalá que eu esteja enganado…