António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas e o Papa Francisco pediram um cessar fogo global imediato para combater a pandemia. Diz o papa: “é louvável o apelo por um cessar-fogo global e imediato, que permita a paz e a segurança indispensáveis para favorecer a assistência humanitária, tão urgentemente necessária”.
De facto, segundo a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, só este ano o ”terror jihadista” já originou 4,6 milhões de deslocados na região subsariana em África, nomeadamente no Burkina Faso, Camarões, Nigéria e um Cabo Delgado (Moçambique). Outros conflitos continuam ativos ou mais ou menos latentes no Mundo em que vivemos. O dinheiro gasto em armamento era bem empregue ao serviço da crise económica e humanitária que vivemos por todo o lado.
É tempo de unir esforços para ultrapassar as situações de fome de que a Cáritas nos tem falado, para contratar profissionais de saúde que substituam os que andam exaustos a pedir férias, para acudir aos milhares de desempregados sobretudo no setor do turismo, para ajudar a combater os fogos florestais que já estão a fazer vitimas, etc. O estrago feito pelas guerras não aproveita mesmo a ninguém, a não ser aos senhores da guerra e aos traficantes e construtores de armas que só servem para matar.
O Papa evocou as “inúmeras pessoas refugiadas e deslocadas por causa de guerras, seca e carestia, os inúmeros migrantes e refugiados muitos deles crianças que vivem em condições insuportáveis”.